CENTRO DE FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL

 

     

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Centro Comercial Felipe Cardoso

Dr. Hugo Costa - Médico

ANGIOLOGIA CLÍNICA E CIRÚRGICA

VARIZES DOS MEMBROS INFERIORES

Muito além de um tratamento meramente estético, as varizes são um verdadeiro tormento para grande parte da população, em especial as mulheres. Estima-se que 20 a 25 % das mulheres e 10 a 15 % dos homens apresentam varizes nos membros inferiores. 

Normalmente as varizes apresentam-se de diferentes formas e variáveis sintomatologias. Podem se apresentar como pequeninos vasinhos conhecidos como "telangiectasias" até vasos mais calibrosos como as "varizes reticulares". Os dois casos podem ou não ser acompanhados de sintomatologia como: dor, inchaço e/ou "peso" nas pernas. O tratamento dessas varizes normalmente se faz com injeções (escleroterapia) contendo substâncias específicas que varia de médico para médico. Há também o tratamento a laser ou luz pulsada como uma variante de tratamento em comparação a escleroterapia. Mas normalmente o resultado pós-tratamento dessas novas variantes ainda não se apresentou muito satisfatório.

Existem as varizes de maior calibre - varizes tronculares - que podem acometer as veias safenas (duas em cada perna) e suas colaterais. Normalmente essas varizes mais calibrosas cursam com dor e peso no membro acometido, podendo haver também vermelhidão e úlcera em alguns casos mais específicos e a longo prazo. O tratamento específico para esse tipo de variz é a cirurgia, que pode ser eletiva com as retiradas dos troncos varicosos específicos. Até mesmo poder ser feita a retirada das safenas caso seja necessário. Há porém uma variante mais moderna de cirurgia para troncos safenos varicosos que é a cirurgia endovascular. Usualmente essa cirurgia é isenta de riscos e é realizada em âmbito hospitalar, onde é introduzido na safena um fio de laser endovascular guiado até a altura onde se pretende "queimar" essa safena varicosa. As colaterais varicosas, que têm ou não relação com a safena, normalmente são retiradas com micropunções, mas atualmente já se faz secamento dessas varizes colaterais com injeções de espuma densa guiada com ultrassom. 

 

Fatores que podem causar o aparecimento das varizes nos membros inferiores:

- Obesidade

- Sedentarismo

- Contraceptivos hormonais

- Idade (normalmente aparecem após os 30 anos de idade)

- Múltiplas gestações 

- Traumatismo nos membros inferiores

- Longa permanência em pé ou sentado

- Tabagismo

- Histórico familiar

 

Profilaxia (prevenção):

A profilaxia ainda é o melhor tratamento. Exercícios físicos aeróbicos ainda são as melhores opções para estímulo circulatório dos membros inferiores. Caminhar, correr, andar de bicicleta ou até mesmo nadar auxiliam na drenagem venosa das pernas. Uma boa hidratação (beber muita água) e alimentação saudável auxiliam também no controle do peso corporal e com isso amenizam o aparecimento das varizes. 

Dr. Hugo da Costa - Angiologia

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ESCLEROTERAPIA - UM TRATAMENTO EXCLUSIVAMENTE MÉDICO

 

Alguns tratamentos de exclusiva competência médica, apoiados no parecer da Lei 12.842/13, diz que "os médicos continuam a ser responsáveis pelo diagnóstico de doenças e prescrição de tratamentos, sendo que os outros profissionais atuarão dentro das atribuições previstas em suas legislações e conforme jurisprudência dos Tribunais Superiores", estão sendo banalizados e realizados sem um profundo conhecimento técnico-científico por alguns profissionais não médicos, sem especialidade que os qualifique para tais procedimentos. Essas pessoas realizam apenas cursos de finais de semana, como se fossem "referência de aprendizado" que os qualifique para a prática da terapia invasiva, podendo assim causar sérios danos aos pacientes. Isso se torna um agravante sob o ponto de vista técnico-profissional, pois pode levar a sérias consequências pós tratamento, que muitas das vezes irá culminar com problemas inestéticos até outros mais sérios podendo inclusive levar ao óbito. A escleroterapia é um desses procedimentos médicos invasivos que estão perigosamente enquadrados nesse contexto descrito. 

Um Angiologista ou Cirurgião Vascular detém profundo conhecimento anatômico e farmacológico, além de técnico-científico para realizar esse procedimento, pois esses especialistas, além de passar seis anos no curso de medicina, complementam sua especialidade com mais dois anos de residência médica, totalizando assim oito anos de estudos superior especializado. E fora os cursos anuais ou mensais que realizam para reciclagem profissional, apoiado em experiências de outros especialistas nacionais e internacionais. 

 O Conselho Federal de Medicina (CFM), em conjunto com a Associação Médica  (AMB) e a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, tem lutado lado a lado com a justiça para proibir que esses profissionais não médicos e sem especialidade que os qualifique para tal procedimento, atuem realizando esse procedimento (escleroterapia) nos pacientes desinformados, e talvez até por preços bem populares como chamariz, como se isso tudo fosse uma grande e boa "promoção".

Saúde não é um produto de mercado para ser vendida e tampouco um objeto de promoção de uma liquidação maluca qualquer que pode ser comprada por qualquer um em casas de saúde ou escritórios/ consultórios de profissionais que se julgam aptos para tal. Saúde é um estado de integridade física que jamais deverá ser banalizada.  

 

ALERTA A TODOS:

Deixo esse alerta aos pacientes e demais pessoas, para que num futuro não tão distante assim os mesmos não se vejam diante de um problema sério de saúde agravado por profissionais desqualificados que acham que podem realizar qualquer coisa sem uma base sólida de conhecimento técnico-científico. 

Na dúvida, procure orientação médica. Jamais suspenda ou substitua sua medicação sem o consentimento do seu médico. 

 Dr. Hugo da Costa - Angiologia

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ÚLCERA VARICOSA

Úlcera Varicosa surge nos membros inferiores quando, devido a um mecanismo qualquer, ocorre um comprometimento do retorno sanguíneo nas veias e consequentemente o aumento da pressão venosa no membro acometido. Esse aumento da pressão venosa nos membros inferiores leva a uma grande perda de líquido para fora das células (extravasamento) encharcando os tecidos no entorno. Esse fenômeno acaba por desencadear o conhecido edema nos membros. Esse edema compromete todo o processo circulatório local culminando com o surgimento da úlcera varicosa. 

A ulceração nos membros  inferiores pode surgir consequente a traumatismos locais, cortes ou lesões, ou até mesmo pode ocorrer de forma espontânea. Se não houver um tratamento específico, as úlceras podem se perpetuar de forma duradoura levando meses e até mesmo décadas para cicatrizarem. 
 
Sintomas da úlcera varicosa:
- Dor
- Inchaço
- Varizes locais presentes
- Escurecimento da pele comprometida (dermatite ocre) 
- Perda do tecido local (úlcera propriamente dita). 
 
O que fazer quando a úlcera surge nas pernas?
O primeiro passo é procurar um médico angiologista e iniciar o mais precocemente possível o tratamento. Não existe uma "cura" completa das úlceras varicosas, mas tratamentos cirúrgicos associados a algumas técnicas mais avançadas em medicina auxiliam no tratamento e controle dessa lesão.
 
Como prevenir o aparecimento da úlcera varicosa?
Preventivamente, recomenda-se iniciar o tratamento das varizes que vão surgindo ao longo da vida. Exercícios aeróbicos como a caminhada, por exemplo, é um excelente meio preventivo para se evitar esse tipo de lesão. 
O hábito do uso de meias elásticas compressivas tem obtido ótimos resultados no tratamento dessa enfermidade, assim como a administração de algumas medicações flebotônicas (que estimulam a circulação venosa) associadas ou não a alguns diuréticos mais específicos. 
Nessas lesões é importante uma boa higiene local assim como se proceder curativos diários para manter a lesão limpa e seca. Nesse tipo de úlcera é comum haver uma grande perda de soro através da lesão. 
Manter os membros elevados auxilia bastante no controle do edema, que é o grande vilão dessa enfermidade. A redução de peso corporal também auxilia na redução da pressão nos membros inferiores. 
 
Desafio no tratamento:
O maior desafio que encontramos no tratamento dessa enfermidade reside sobre a continuidade do paciente em se tratar. O tratamento é longo e muitas vezes desgastante tanto para o paciente quanto para o médico. Muitas etapas tem que ser superadas e por isso torna-se cansativo e frustrante. Não desanime! Se for conduzida de forma correta o sucesso sempre acontece no final. 
 

Dr. Hugo da Costa - Angiologia

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PÉ DIABÉTICO

 

Uma das maiores complicações do Diabetes Mellitus é o "pé diabético". Normalmente o paciente acometido pela diabetes possui uma diminuição da sensibilidade plantar, ou seja, a base do pé torna-se insensível ficando assim exposta a possíveis lesões e ferimentos. Esse fato ocorre devido a um acometimento dos neurônios chamado "neuropatia diabética". E para piorar ainda mais o quadro, pacientes diabéticos também têm uma deficiência circulatória arterial nos membros (arteriopatia diabética) que reduz a oferta de sangue para esses locais. Quando as taxas de açúcar no sangue de um paciente com diabetes estão elevadas, um simples ferimento no dedo ou no calcanhar pode ter consequências avassaladoras sendo necessário a amputação do dedo ou até mesmo do pé se não tratado rapidamente. 

O cuidado com as lesões que porventura aconteçam nos pés do paciente diabético deve ser muito bem conduzido. Uma boa limpeza local e acompanhamento da ferida pelo médico e pela família é imprescindível para se obter um bom resultado e evitar a perda do membro. 

 

SINTOMAS:

Os sintomas mais comuns em um paciente com diabetes descontrolada são: dor intensa nas pernas que piora ao deitar e elevar os membros inferiores; dormência nos pés; fraqueza muscular da perna; formigamentos ou sensações de "agulhadas na sola dos pés". Pés gelados ou com a coloração arroxeada dos dedos podem ser sinais de alerta num paciente diabético. 

Deve-se evitar elevar as pernas desses pacientes pois, caso contrário, isso diminuirá ainda mais a oferta de sangue aos pés podendo agravar a isquemia (falta de sangue local) e piorar a infecção. 

 

ATENÇÃO!

É importante manter os pés aquecidos nesses casos e a ferida coberta e protegida. Caso seja necessário, uma compressa com água morna deve ser colocada sobre locais específicos como virilha e região posterior do joelho. Não se deve colocar o calor diretamente nos pés acometidos. E deve se evitar a exposição direta ou indireta dos pés ao frio.  

Muito cuidado quando for fazer a higiene das unhas dos pacientes diabéticos, pois uma lesão, por menor que possa parecer, pode terminar com uma infecção de difícil tratamento e até a perda do dedo ou do pé. 

Oriente o paciente diabético a usar calçados com solados rígidos e evite deixá-lo caminhar descalço. São regrinhas importantes e que podem evitar futuras lesões nos pés. 

Na dúvida procure orientação médica e jamais suspenda sua medicação por conta própria. Somente seu médico pode fazê-lo.

Dr. Hugo da Costa - Angiologia

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ERISIPELA

 

 

Ao contrário do que muitos pensam, a Erisipela não é uma enfermidade decorrente de uma desordem circulatória. Tampouco está relacionada as varizes dos membros inferiores. Na verdade, a Erisipela é uma patologia decorrente de um processo infeccioso da pele por agentes bacterianos como o Streptococcus Pyogenes do grupo A e que pode surgir através de lesões de pele como a "frieira" (micose interdigital), picada de insetos ou rachaduras nas solas dos pés. 

Essa bactéria ataca especificamente os vasos linfáticos, que são pequeninos tubos transparentes que auxiliam as veias e drenar o líquido (linfa) dos membros e de todo o corpo, causando um comprometimento dessa função, levando a quadros de inchaço (linfedema) do membro acometido. 

Existem formas mais agressivas da linfangite infecciosa - outro nome da Erisipela - que podem surgir em forma de bolhas sobre a pele. Nessa forma bolhosa, os sinais e sintomas são mais intensos. 

Quando a linfangite infecciosa surge sucessivamente em curto espaço de tempo entre o tratamento e a reinfecção, esses vasos linfáticos podem ser seriamente comprometidos levando a outro quadro grave que é a elefantíase. Nessa situação o membro afetado apresenta-se extremamente edemaciado assemelhando-se ao aspecto anatômico da pata de um elefante, daí o termo "elefantíase". 

 

Os sinais e sintomas clássicos da linfangite infecciosa são: 

  • Febre e/ou calafrios
  • Dor intensa do membro acometido
  • Náuseas e vômitos
  • Inchaço do membro
  • Surgimento de bolhas na pele
  • Vermelhidão

 

O diagnóstico da erisipela é exclusivamente clínico podendo ser confirmado através de exames laboratoriais específicos.

 

O tratamento dessa patologia, se diagnosticada precocemente, pode ser realizada através da prescrição de antibioticoterapia oral ou injetável, somado a uma dieta específica, cuidados com a pele, higienização do local e repouso orientado. Se o foco da infecção tiver sido através de uma lesão de pele (por exemplo micose ou rachaduras nos pés), deve-se preferencialmente tratar-se essas lesões para que não haja uma reinfecção e novamente o surgimento da erisipela. Alguns pacientes como os diabéticos requerem cuidados especiais.

 

Em alguns casos há a necessidade do uso de meias elásticas de contenção após o término do tratamento, para que o edema residual que se instalou ao final deste não comprometa a circulação do membro. É importante o diálogo entre você e seu médico. 

 

Na dúvida, procure seu médico angiologista.

Dr. Hugo da Costa - Angiologia

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